Como fazer uma boa gestão na crise

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Gerenciar pessoas e empresas durante tempos de mudanças tumultuosas é uma das atividades mais difíceis de enfrentar. O futuro é incerto e, ainda há muita hipótese e informação desconhecida. Sabemos que lidar de forma serena com o incerto e desconhecido é privilégio de poucos. Neste artigo, vamos falar sobre como fazer a gestão emocional da sua equipe durante a crise.

A transição envolve importantes processos psicológicos – por exemplo, como os funcionários veem e se adaptam ao trabalho em home office. Uma mudança pode acontecer da noite para o dia, enquanto uma transição pode demorar.

O livro Managing Transitions é base do trabalho para a gestão da crise, que engloba a gestão da mudança (externo) e a gestão de transição (interna). Existem três etapas para esse processo:

  • Letting go – deixando ir
  • Losing – perdendo
  • Ending – finalizando

A primeira fase, Letting go, diz respeito a deixar ir tudo que passou. O que vivemos no começo de março de 2020 jamais será vivido novamente, já entramos na fase de adaptação. Assim, Losing abrange a zona cinzenta que vivemos agora, em que não temos clareza do que vai acontecer, mas sabemos que o formato que estávamos vivendo não faz mais sentido. E, por fim, o Ending diz respeito a deixar pra trás esse momento de transição e entrar no “novo normal”, um novo começo.

Letting go – deixando ir

É preciso abandonar os velhos hábitos. Essa primeira fase é um fim e um momento de perdas e você precisa ajudar o seu time a lidar com isso. Por isso, alguns processos são importantes:

Entenda a mudança e descreva em detalhes o que está sendo alterado, seja específico. Defina um mapa das consequências, as mudanças mais profundas geram outras mudanças, tente antecipá-las para se preparar melhor. Identifique perdas, avalie como os diferentes perfis, departamentos, níveis hierárquicos serão impactados. Mostre disponibilidade para conversar e evite julgar as diferentes reações. Mantenha um bom flow de comunicação, não minta, não esconda, não perca oportunidades de atualizar as pessoas sobre o que está acontecendo.

Crie um comitê de crise com encontros frequentes, organização por pilares (caixa, pessoas, clientes), com uma dupla de líderes por pilar. O resultado deve ser um plano de ação flexível e acompanhado com disciplina. Tome providências estruturais, com sistemas, tecnologias e acompanhamentos e faça um mapeamento dos impactos nas estratégias de gestão de pessoas com flexibilização dos resultados e OKRs individuais.

Losing – perdendo

Essa é a fase mais longa e não temos clareza para onde estamos indo, qual é o fim da ponte. O antigo se foi e o novo não chegou. Porém, sabemos que precisamos mudar. Dessa forma: Estabeleça demandas ajustadas ao momento, redefina objetivos do negócio e as metas individuais. Mude regras “antigas” e ajuste rapidamente políticas e processos – que se tornaram obsoletos do dia para a noite. E claro, comunique! Atualize constantemente o andamento das mudanças e as razões que as definiram.

Faça o mapeamento do engajamento do seu time. Atualize do norte e reestruture os novos contornos. Continue com a comunicação frequente.

Ending - finalizando

É a fase em que saímos da transição e fazemos um novo começo. Nessa fase, as pessoas desenvolvem a nova identidade, experimentam a nova energia e descobrem o novo senso de propósito que faz com que a mudança comece a funcionar.

Não é possível saber qual será o novo normal, mas será uma nova empresa. E isso demandará uma nova liderança.

Celso Campello Neto

Professor universitário e CEO da
Benefício Certo

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