Rumo ao Vale-Transporte Digital

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Atualmente, o Vale-Transporte, uma conquista de todos os trabalhadores brasileiros, e que é regido por lei específica, movimenta aproximadamente 14 bilhões de reais por ano e, apesar de existir há pelo menos 35 anos, está em constante mutação devido as alterações das necessidades do mercado e das inovações causadas pelos movimentos disruptivos dos novos tempos. 

O VT, como é mais popularmente conhecido é um benefício social concedido pelos empregadores aos seus contratados, caracterizando uma forma de geração de renda para os assalariados, que tem seus gastos com transportes subsidiados. Trata-se de uma das mais importantes fontes de financiamento do sistema de transporte coletivo urbano, em especial nas cidades que abrigam as maiores parcelas de atividade econômica no Brasil. Trata-se, ainda, do resultado de uma evolução histórica da organização social no país, que passa pela formalização das relações trabalhistas, obtida através de mobilização social e sindical e pela evolução do modelo de inserção do Brasil na economia mundial.

O Vale-Transporte também é vital na sustentação de um modelo moderno e solidário de relações trabalhistas e reflete mesmo sobre a vida de quem não o recebe, por não ter emprego formal. Isso acontece porque a participação patronal no financiamento direto do transporte serve como um instrumento de contenção dos reajustes gerais dos preços das tarifas de transporte.

Pode ainda ser analisado como um fenômeno de logística, uma vez que existe uma extensa operação destinada a fazer com que o benefício chegue individualmente a milhões de trabalhadores em todo o país. A indústria do vale-transporte evoluiu muito desde sua introdução, passando por diferentes metodologias. No início dos anos 2000, o gerenciamento e distribuição dos tradicionais “passes de papel”, fichas metálicas e bilhetes magnéticos, foram substituídos pela implantação da bilhetagem eletrônica através da utilização de cartões inteligentes, créditos lógicos, catracas eletrônicas e redes de recarga, trazendo maior segurança, rapidez e comodidade aos usuários dos sistemas de transporte público. 

Com os cartões em plena operação, algumas ineficiências do antigo modelo físico começam a aparecer e criar oportunidades para serem atacadas. Eventuais solicitações de vales em quantidade superior as reais necessidades correntes, passaram a gerar acúmulos de créditos não utilizados. Diante disso, as empresas distribuidoras de Vale-Transporte passaram a oferecer novos serviços ligados a análise do comportamento do usuário (no caso o colaborador) e dos saldos remanescentes de créditos não utilizados. Este novo serviço, por muitos chamados de pedido certo ou pedido econômico, se transformou em um modelo “carro-chefe”, propiciando grandes percentuais de economia para as empresas clientes. 

Ainda no que tange a novos serviços oferecidos, a inteligência aplicada em sistemas de roteirização de itinerários frente a diagramação de linhas e horários de transportes existentes, proporcionou a melhor alternativa para ligar a zona de origem a zona de destino, garantindo economia de tempo aos colaboradores e reduções de custos para os empregadores.

Nos últimos anos, algumas tendências têm se transformado em projetos que buscam escala para a viabilização econômica e visam conferir mais segurança e rapidez nas transações. Tais projetos, vêm sendo testados com sucesso nas catracas dos coletivos através de meios digitais de comunicação, e possuem escopos diferenciados, indo desde autenticações via reconhecimento facial até os pagamentos via pulseiras digitais, smartphones, aplicativos e sistema de QR Code. 

Um outro projeto que vem ganhando espaço no universo da bilhetagem, é o que trata da transição contínua da metodologia eletrônica (offline), para a chamada bilhetagem digital, onde mecanismos de comunicação online e em nuvem com gestão efetiva de dados e inteligência são aplicados ao negócio, abrindo novas frentes de exploração de produtos e serviços.

A bilhetagem digital, também chamada de ABT (account based ticketing),  consiste em um novo conceito em que visa transformar o cartão, o celular ou qualquer outro dispositivo válido e credenciado junto ao operador (inclusive a biometria reconhecida pelo validador) em meio de identificação do usuário e de acesso a todo o sistema de funcionamento do transporte e de validação de créditos. A partir desse dispositivo, o saldo para ser debitado com o valor da tarifa estará na nuvem, e todos os outros sistemas estarão online para pesquisa e acesso de informações. 

As impactantes e significativas mudanças tecnológicas fortalecem um benefício tão importante e que faz diferença na vida de milhões de brasileiros todos os dias. Por isso, as empresas distribuidoras investem em modelos tecnológicos disruptivos tanto para empresas clientes, como para colaboradores. Para os colaboradores são oferecidos aplicativos de celulares que trazem liberdade, auto-gestão e informações relevantes sobre economia, mudanças, rotas, integrações, tarifas, horários e linhas. Ao passo que as empresas clientes tem acesso a sistemas inteligentes baseados em automação e análise de dados que garantem economia, conveniência e rapidez necessárias para um ambiente tão competitivo no qual vivemos hoje.

Celso Campello Neto

Professor universitário e CEO da
Benefício Certo

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